Era uma vez...
Certa raposa a transitar feliz da vida por uma certa fazenda, nas proximidades de uma casa notou que a sua dona deixara um lindo petisco, um belo, queijo, no parapeito da janela...
Tão logo avistara o objeto e à sua altura, encheu de saliva a sua bocarra e corre em direção ao produto, hipnotizada que estava nem deparou que do alto de uma arvore um urubu, também espreitava a presa... e mais veloz que a raposa num vôo certo e rápido usurpa do alcance dela e com o queijo no bico, fica no cume da árvore... a raposa olha, e vendo o vacilo que cometeu, pensa.
"Já sei, vou aplicar no urubu e pegar esse queijo de qualquer jeito"... vou pedir para ele cantar alguma coisa quando abrir o bico, o queijo cairá e eu pega-lo-ei e sairei correndo... é pra já.
- Olá senhor urubu... você sabia que sua voz é maravilhosa, que seu canto empalidece até o mais nobre uirapuru, que costuma silenciar a mata, quando começas a cantar... que você é acenas o máximo...
O urubu apenas olha, e o queijo jas firme no seu bico...
-Então senhor corvo, canta pra mim, nem que sejas apenas uma pequena estrofe... eu quero ouvir tua linda voz...
A ave que de boba não tem nada, põe o queijo no galho, segura com um dos pés e diz pra raposa...
-Você pensa que eu sou bobo... se eu for cantar alguma coisa, quando abrir o bico, o queijo cairá e... já era... de maneira nenhuma este almoço sairá de minhas garras... e além do mais corvo nunca foi cantor. Pegou novamente o petisco e alçou vôo para bem longe dali...
A raposa ficou a ver navios...
MORAL DA HISTÓRIA...
"Na vida você sempre poderá encontrar alguém mais astuto
J.J. Belut
